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Grupo
Ad Hoc da Política de Medicamentos para o MERCOSUL e Estados
Associados |
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Fases
de Implementação |
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1)
A seleção dos medicamentos essenciais.
Trata-se de uma estratégia que conjuga tanto o objetivo
de melhorar o acesso aos medicamentos quanto o de promover seu
uso racional. É concorrente, da mesma forma, com a preocupação
pela sustentabilidade dos sistemas de financiamento existentes.
Como prevê a PMM, a linha de trabalho não se esgota
necessariamente na Listagem, podendo incluir também a elaboração
do Formulário Terapêutico e Protocolos de Tratamento.
Um acordo sobre esta seleção de medicamentos poderia,
por outro lado, orientar diferentes esforços de harmonização
como, por exemplo, a elaboração de uma Farmacopéia
Comum.
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2)
Política de Genéricos como estratégia de promoção
do acesso aos medicamentos. |
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Dentro das diversas ações implementadas pelos Estados
Partes e Associados para a melhoria do acesso e uso racional de
medicamentos, destacam-se aquelas relacionadas com as políticas
de genéricos. No entanto, estas ações estão
sendo realizadas com base em enfoques diversificados sobre a concepção
dos medicamentos genéricos, priorizando pontos diferentes
conforme as possibilidades das conjunturas locais. Neste sentido,
torna-se imprescindível, como primeiro passo para um plano
de ação que contemple este tema, a harmonização
destes enfoques que leve em consideração as diretrizes
aprovadas na Política de Medicamentos do MERCOSUL, e Estados
Associados.
Os pontos centrais são:
melhorar o acesso, favorecer o uso racional dos medicamentos e
reverter os nocivos efeitos sanitários do exagerado papel
da marca comercial neste mercado. O desenvolvimento deste ponto
parece estar alinhado, inclusive, com as melhores possibilidades
de crescimento da indústria regional em médio prazo.
Pode afirmar-se também, a existência de certa convergência
das políticas dos Estados Partes e Associados a esse respeito.
Existe, por outro lado, um espaço a percorrer quanto à
harmonização, seja por continuar pendente a incorporação
da Normativa MERCOSUL, seja devido a aspectos que ainda requerem
maior elaboração – como os vinculados à
bioequivalência, o que pode ser objeto de um enfoque de
incrementação.
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3)
O desenvolvimento de uma estratégia comum no tocante às
exigências patentárias e seu efeito sobre o acesso
a medicamentos essenciais.
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Várias
das pontualizações da PMM estão agrupados
em torno desta temática. Desde a sugestão de iniciar
estudos sobre o impacto e sobre legislação comparada
até a possibilidade de serem acordadas ações
conjuntas para a sua flexibilização em caso de alta
relevância para a saúde. Provavelmente comportem
uma das problemáticas que desafiam com mais força
os sistemas de compras dos setores públicos e a possibilidade
de sustar o acesso a medicamentos para o tratamento de patologias
como HIV/AIDS, entre outras de altíssimo custo. Por outro
lado, a Declaração Relativa ao Acordo sobre os Aspectos
dos Direitos de Propriedade Intelectual relacionados ao Comércio
e à Saúde Pública (Conferência Ministerial
da OMC, Doha, Novembro de 2001) reflete uma crescente convergência
internacional a respeito do tema.
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| 4)
O melhoramento dos Sistemas de Compras Públicas e a geração
de maior transparência no mercado. |
Esta
é outra área abordada pela PMM na qual existe um
espaço fecundo para uma estratégia conjunta. Desde
intercambio e difusão das melhores práticas, passando
pela introdução de mecanismos que acrescentem a
transparência, até a possibilidade de realizar, eventualmente,
negociações conjuntas de determinados insumos, multiplicando
esforços e garantindo economias de escala. Aqui também
registram-se importantes avanços desde o empreendimento
do Banco de Preços do MERCOSUL (Acordo RMS Nº 2/00),
os que provavelmente requerirão um impulso renovado.
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| 5)
A promoção das atividades de Pesquisa e Desenvolvimento.
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O
acordo em torno das áreas prioritárias para a região
em matéria de Pesquisa e Desenvolvimento, tanto para orientar
e potenciar os esforços de cada Estado como para fundamentar
empreendimentos conjuntos – como fundos de pesquisa –
abrem uma via altamente promissora. Isto tanto do ponto de vista
estritamente sanitário, como no terreno do desenvolvimento
econômico. Problemáticas de saúde regionais
que não originaram pesquisa nos países centrais,
desenvolvimentos vinculados aos recursos naturais nos quais a
região tem especial potencialidade, aparecem como áreas
em torno das quais se poderia organizar esta agenda.
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| 6)
Promoção do uso racional de medicamentos. |
Os
problemas relacionados ao uso irracional, exagerado ou inadequado
de medicamentos estão fortemente arraigados na cultura
regional. Nesta área a PMM propõe uma série
de estratégias reguladoras e educativas, entre as quais
são consideradas prioritárias: elaborar normas de
prescrição para o uso racional de medicamentos,
baseadas em consenso científico internacional; promover
a prática da atenção farmacêutica;
desenvolver ações educativas dirigidas à
população; promover a organização
dos serviços de dispensação de medicamentos,
tanto públicos como privados, numa lógica de estabelecimentos
de saúde integrados aos sistemas de saúde nacionais;
desenvolver estratégias que favoreçam a integração
dos centros de informação de medicamentos; controlar
mais eficazmente as ações de publicidade e promoção;
e avaliar, de forma permanente, o perfil do uso de medicamentos
na região. Um suporte altamente necessário à
implementação dos itens considerados prioritários
da PMM está relacionado com as ações educativas
orientadas a todos os profissionais e agentes que atuam na cadeia
do medicamento, em todos os níveis de promoção
e de ação.
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| 7)
Ações de regulamentação que garantam a
qualidade e segurança na cadeia do medicamento.
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Para
garantir uma regulamentação comum na região,
deve-se priorizar as negociações de harmonização
de temas específicos nos foros técnicos do MERCOSUL,
de modo a atender o estabelecido na PMM.
As
linhas esboçadas tentam apresentar os desafios centrais
envolvidos na implementação da PMM. Estas linhas
poderiam originar Grupos de Trabalho Ad Hoc específicos
ou comissões temáticas dentro do Grupo Ad Hoc mencionado
no Acordo RMS Nº 01/00. Em qualquer um dos dois casos, cada
área temática possibilitaria uma agenda de trabalho
específica. Provavelmente seria útil em vários
casos a articulação com outros setores de Governo
além dos de Saúde, assim como com os demais setores
envolvidos; empresas, universidades e centros de pesquisa da região.
O quadro anexo (Anexo 2 do presente Acordo) propõe algumas
estratégias e ações para seu cumprimento.
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