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Atualizado
em: 11/07/2005
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Grupo
Ad Hoc da Política de Medicamentos para o MERCOSUL e Estados
Associados |
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I
- Introdução |
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Os
medicamentos constituem-se em um insumo fundamental para a atenção
integral à saúde da população. Entretanto,
existem na região amplos setores sem acesso ou com acesso
precário aos mesmos.
As crises macroeconômicas severas, como as que atravessam,
neste momento, os Estados Partes e Associados, aumentam em grande
medida o contingente de população em tais condições,
seja por seu efeito direto sobre os orçamentos familiares,
seja indiretamente, ao questionar a sustentabilidade dos diferentes
sistemas públicos e privados que financiam o acesso aos
mesmos.
O impacto é especialmente notório num mercado de
características altamente peculiares, cujo funcionamento
"natural" pode estar longe de gerar conseqüências
ótimas ou eqüitativas. Adicionalmente, não
poucos destes aspectos problemáticos transcendem os limites
de um mercado nacional.
Paralelo aos problemas de acesso aos medicamentos por parte de
amplos setores da população ficou diagnosticado
um consumo equivocado e exagerado por parte dos grupos de maior
poder aquisitivo, agravado pela cultura da automedicação,
de uso desnecessário, prescrição e dispensação
inadequadas e controle precário da promoção
e publicidade de medicamentos, que trazem grandes preocupações
e devem motivar intervenções permanentes das autoridades
de saúde pública.
Deve-se ressaltar também a preocupação com
o melhoramento das ações de controle e vigilância
por parte das autoridades sanitárias, inclusive de medicamentos
falsificados ou adulterados.
É importante destacar, além disso, a grande dependência
dos Estados Partes e Associados em relação às
matérias primas necessárias para a produção
de medicamentos, devido às carências no campo da
pesquisa e do desenvolvimento tecnológico.
Existe, neste sentido, um papel indelegável do Estado na
regulação deste mercado e um espaço tão
indispensável como promissório para a ação
conjunta dos Estados Partes do MERCOSUL e Associados.
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II
- A POLÍTICA DE MEDICAMENTOS PARA O MERCOSUL, BOLÍVIA
E CHILE |
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Os
Estados Partes do MERCOSUL e Estados Associados reconheceram a
importância dos medicamentos e a necessidade de empreender
ações políticas destinadas a garantir trabalhos
coordenados que permitam superar as insuficiências antes
assinaladas.
Com efeito, a "Política de Medicamentos para o MERCOSUL,
Bolívia e Chile" (doravante PMM), aprovada pelo Acordo
RMS N? 5/00, significou um importante avanço na definição
do traçado de uma estratégia comum.
O documento contém um enfoque ambicioso e integral. Assim,
junto com as definições a respeito do acesso aos
medicamentos, realizam-se outras, relacionadas com a Qualidade,
Segurança e Eficácia dos mesmos, seu Uso Racional
e a importância de impulsionar a Pesquisa e Desenvolvimento
neste campo em nível regional, questões que não
estão, nem podem estar, desvinculadas.
A política é orientada, além disso, por uma
opção fundamental favorável à política
de medicamentos genéricos e os critérios de essencialidade
preconizados pela Organização Mundial da Saúde
(OMS).
Quanto à implementação destes delineamentos,
por outro lado, o caminho para importantes avanços ainda
está aberto.
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