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Proyectos y Planes Comunes - Comisión Intergubernamental de Vigilancia e Control de la Infestación por Aedes aegypti y de la Trasmisión del Vírus de DENGUE para los Países del MERCOSUR
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Planos de Ação da Comissão Avaliação do Plano Regional de DENGUE   Situação Epidemiológica da Região
Comisión Intergubernamental de Vigilancia y Control de la Infestación por Aedes aegypti y de la Transmisión del Vírus de Dengue en Los Países del MERCOSUR
   

PLAN REGIONAL DE INTENSIFICACIÓN DE LAS ACCIONES DE CONTROL DE DENGUE EN EL MERCOSUR

I - Apresentação
II - Fundamentação
III - Objetivos
IV - Metas
V Componentes
  V.1 - Componente1: Vigilância Epidemiológica
  V.2. Componente 2 - Combate aol vetor
  V.3. Componente 3 - Atenção aos pacientes
    V.4. Componente 4 - Ações integradas de educação em saúde, comunicação y mobilização social
    V.5. Componente 5 - Capacitação de recursos humanos
    V.6. Componente 6 - Seguimento e avaliação do Plano Regional de Intensificação das Ações de Controle de Dengue no MERCOSUL
    V.7. Componente 7 – Investigaçãon operacional
    V.8. Componente 8 – Saneamento ambiental
Anexo I
Anexo II
Anexo III
Anexo IV
Anexo V

I - Apresentação

A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 80 milhões de pessoas se infectem anualmente, em 100 países, de todos os continentes, exceto a Europa. Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em conseqüência da dengue.

O mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, encontrou no mundo moderno condições muito favoráveis para uma rápida expansão, pela urbanização acelerada que criou cidades com deficiências de abastecimento de água e de limpeza urbana; pela intensa utilização de materiais não-biodegradáveis, como recipientes descartáveis de plástico e vidro; e pelas mudanças climáticas.

Com essas condições, o Aedes espalhou-se por uma área onde vivem cerca de 3,5 bilhões de pessoas em todo o mundo. Nas Américas, está presente desde os Estados Unidos até Argentina com exceção apenas do Canadá, do Uruguai e do Chile, embora já tenha sido detectado na Ilha de Páscoa, por razões climáticas e de altitude.
Nos Estados Partes do MERCOSUL, as condições sócio-ambientais favoráveis à expansão do Aedes aegypti possibilitaram uma dispersão desse vetor, que não conseguiu ser controlada com os métodos tradicionalmente empregados no combate às doenças transmitidas por vetores, em nosso continente. Programas essencialmente centrados no combate químico, com baixíssima ou mesmo nenhuma participação da comunidade, sem integração inter-setorial e com pequena utilização do instrumental epidemiológico mostraram-se incapazes de conter um vetor com altíssima capacidade de adaptação ao novo ambiente criado pela urbanização acelerada e pelos novos hábitos.

Diante da tendência de aumento da incidência já verificada nos últimos anos, associado à ampla circulação de diversos sorotipos virais prenunciam um elevado risco de epidemias de dengue e de aumento nos casos de Febre Hemorrágica da Dengue – FHD nos países do continente americano.

Neste cenário epidemiológico, torna-se imperioso que o conjunto de ações que vêm sendo realizadas pelos países membros do MERCOSUL e associados, e outras a serem implantadas sejam intensificadas, permitindo um melhor enfrentamento do problema e a redução do impacto da dengue nestes países. Com esse objetivo, a COMISSÃO INTERGOVERNAMENTAL DE VIGILÂNCIA E CONTROLE DE INFESTAÇÃO POR AEDES AEGYPTI E DA TRANSMISSÃO DO VÍRUS DA DENGUE PARA PAÍSES DO MERCOSUL, BOLÍVIA E CHILE apresenta esse Plano Regional de Intensificação das Ações de Controle da Dengue no MERCOSUL.

 

II - Fundamentação

O Plano Regional de Intensificação das Ações de Controle da Dengue no MERCOSUL deverá incorporar as experiências nacionais e internacionais de controle da SUL deverá incorporar as experiências nacionais e internacionais de controle da dengue, enfatizando a necessidade de mudança nos modelos anteriores, fundamentalmente em alguns aspectos essenciais:

  1. A elaboração de programas permanentes nos países membros do MERCOSUL, uma vez que não existe qualquer evidência técnica de que erradicação do mosquito seja possível, no curto prazo;
  2. O desenvolvimento de campanhas de informação e de mobilização das pessoas, de maneira a criar-se uma maior responsabilização de cada família na manutenção de seu ambiente doméstico livre de potenciais criadouros do vetor;
  3. Ofortalecimento da vigilância epidemiológica e entomológica para ampliar a capacidade de predição e de detecção precoce de surtos da doença;
  4. A melhoria da qualidade do trabalho de campo de combate ao vetor;
  5. A integração das ações de controle da dengue na atenção básica;
  6. A utilização de instrumentos legais que facilitem o trabalho do poder público na eliminação de criadouros em imóveis comerciais, casas abandonadas etc;
  7. A atuação multisetorial em relação à destinação adequada de resíduos sólidos e a utilização de recipientes seguros para armazenagem de água; e
  8. O desenvolvimento de instrumentos mais eficazes de acompanhamento e supervisão das ações

O Plano Regional de Intensificação das Ações de Controle da Dengue no MERCOSUL propõe-se a integrar os programas nacionais de controle da doença dos países participantes em duas etapas:
  1. Em uma primeira etapa a estratégia será desenvolvida até dezembro de 2008 nos municípios fronteiriços que apresentarem os seguintes critérios:
    pólos e rotas comerciais, portuários, núcleos de turismo; e/ou
    presença do vetor.
  2. Após a avaliação dos resultados da primeira etapa, a estratégia poderá ser expandida para outros municípios não-fronteiriços considerando os critérios acima definidos.

 


III – Objetivos


Os objetivos do Plano Regional de Intensificação das Ações de Controle da Dengue no MERCOSUL:

  • Reduzir os índices de infestação predial pelo Aedes aegypti;
  • Reduzir a incidência da dengue;
  • Reduzir a letalidade por febre hemorrágica de dengue.

IV – Metas

Primeira etapa

  • Reduzir a menos de 1% a infestação predial em todos os municípios;
  • Reduzir em 50% o número de casos de 2005 em relação à média dos últimos 5 anos e 25% a cada ano seguinte. Para a Argentina o valor de referência será o número de casos do ano de 2004, uma vez que a ocorrência da doença não permite a utilização da média. Para o Chile e o Uruguai, a meta é permanecer sem transmissão autóctone de dengue;
  • Reduzir a letalidade por febre hemorrágica de dengue a menos de 1%.

Segunda etapa

  • As metas da segunda etapa serão definidas a partir da avaliação dos resultados obtidos na primeira etapa.

V – Componentes

O Plano Regional de Intensificação das Ações de Controle da Dengue no MERCOSUL será implantado por intermédio de 8 componentes.

 

V.1. Componente 1 - Vigilância epidemiológica

O objetivo da vigilância epidemiológica da dengue é reduzir o número de casos e a ocorrência de epidemias, sendo de fundamental importância que a implementação das atividades de controle ocorra em momento oportuno. Nesse caso, oportunidade é entendida como detecção precoce da circulação viral e adoção de medidas de bloqueio adequadas para interromper a transmissão.

As atividades de vigilância não substituem as demais atividades de controle da doença, devendo, sim, ser desenvolvidas de forma concomitante e integradas às demais ações.

A vigilância epidemiológica da dengue no Plano Regional de Intensificação das Ações de Controle da Dengue no MERCOSUL está baseada em três subcomponentes:

1. Vigilância de casos;
2. Vigilância laboratorial;
3. Vigilância entomológica.

V.1.1. Vigilância de casos

O objetivo desse subcomponente é a detectar em momento oportuno dos casos e orientar as medidas de controle apropriadas.

Ação

  • Implantar sistema de notificação de casos de dengue e FHD nos municípios prioritários mantendo fluxo regular com periodicidade mensal entre os países utilizando instrumento padronizado (Anexo V). A ocorrência de surtos ou epidemias deverá ser comunicada imediatamente aos responsáveis pela vigilância de cada país.

V.1.2. Vigilância laboratorial

O objetivo desse subcomponente é o aprimoramento da capacidade de diagnóstico laboratorial dos casos para detecção precoce da circulação viral e monitoramento dos sorotipos circulantes. A vigilância laboratorial será empregada para atender às demandas inerentes da vigilância epidemiológica, não sendo o seu propósito o diagnóstico de todos os casos suspeitos, em situações de epidemia.

Ação

  • Garantir a realização de diagnostico sorológico dos casos suspeitos nos municípios fronteiriços.

V.1.3. Vigilância entomológica

Este subcomponente tem como objetivo principal o monitoramento dos índices de infestação por Aedes aegypti para subsidiar a execução das ações apropriadas de eliminação dos criadouros de mosquitos.

Ações

  • Realizar levantamento rápido de índices de infestação de maneira simultânea nos municípios fronteiriços;
  • Disponibilizar os resultados dos levantamentos rápido de índices no Sistema de Informações em Saúde do MERCOSUL.

V.2. Componente 2 - Combate ao vetor

As operações de combate ao vetor têm como objetivo a manutenção de índices de infestação inferiores a 1%.

Ações

  • Realizar a atualização do número de imóveis em todos os municípios fronteiriços;
  • Garantir a disponibilidade de recursos humanos e materiais necessários para as ações de combate ao vetor nos municípios fronteiriços.

 


V.3. Componente 3 - Assistência aos pacientes

Este componente tem como objetivo garantir a assistência adequada aos pacientes e, conseqüentemente, reduzir a letalidade das formas graves da doença. Compreende as ações de organização do serviço, a melhoria na qualidade da assistência e a elaboração de planos de contingência nos estados / departamentos / províncias e municípios para fazer frente ao risco da ocorrência de epidemias de Febre Hemorrágica da Dengue (FHD).

V.3.1. Organização de serviço

Ações

  • Organizar a rede assistencial, identificando unidades de saúde e o fluxo de atendimento aos pacientes;
  • Elaborar em cada país do MERCOSUL, plano de contingência para situações de epidemia na região de fronteira (planejamento de necessidades de leitos e instalações de UTI, insumos, veículos, equipamentos e pessoal).

V.3.2. Qualidade da assistência

Ações

  • Divulgar para aos médicos dos municípios fronteiriços, protocolo padronizado de assistência ao paciente com dengue;
    Implantar, em municípios fronteiriços, um sistema de registro – o cartão de acompanhamento – contendo as informações necessárias para assistência adequada;
  • Garantir a realização de exames para a determinação do hematócrito e contagem de plaquetas para pacientes com suspeita de febre hemorrágica da dengue.

V.4. Componente 4 - Ações integradas de educação em saúde, comunicação e mobilização social

O principal objetivo desse componente é fomentar o desenvolvimento de ações educativas para a mudança de comportamento e a adoção de práticas para a manutenção do ambiente domiciliar preservado da infestação por Aedes aegypti, observadas a sazonalidade da doença e as realidades locais quanto aos principais criadouros. A comunicação social terá como objetivo divulgar e informar sobre ações de educação em saúde e mobilização social para mudança de comportamento e de hábitos da população, buscando evitar a presença e a reprodução do Aedes aegypti nos domicílios, por meio da utilização dos recursos disponíveis:

Ações

  • Constituir Comitê Local de Mobilização com participação dos diversos segmentos da sociedade em todos os municípios fronteiriços;
  • Organizar o Dia de Mobilização contra a dengue de maneira simultânea entre os municípios fronteiriços.

V.5. Componente 5 - Capacitação de recursos humanos

O objetivo principal deste componente é capacitar profissionais dos países membros, para maior efetividade das ações nas áreas de vigilância epidemiológica, entomológica, assistência ao doente e operações de campo.

Ações

  • Realizar capacitação dos diversos recursos humanos envolvidos nas atividades de prevenção e controle da doença;
  • Divulgar por meio do Sistema de Informações do MERCOSUL a relação dos cursos de interesse para as atividades de prevenção e controle da dengue.


V.6. Componente 6 - Acompanhamento e avaliação do Plano Regional de Intensificação das Ações de Controle da Dengue no MERCOSUL

O objetivo desse componente é promover o permanente acompanhamento da implantação do Plano Regional de Intensificação das Ações de Controle da Dengue no MERCOSUL, da execução das ações, da avaliação dos resultados obtidos e eventual redirecionamento ou adequação das estratégias adotadas.

Ações

  • Realizar o acompanhamento e a avaliação semestral do Plano Regional de Intensificação nos municípios fronteiriços de cada país, por intermédio da COMISSÃO INTERGOVERNAMENTAL DE VIGILÂNCIA E CONTROLE DE INFESTAÇÃO POR Aedes aegypti e DA TRANSMISSÃO DO VÍRUS DA DENGUE PARA PAÍSES DO MERCOSUL E ESTADOS ASSOCIADOS e representantes da Organização Pan Americana da Saúde - OPAS, com base nos indicadores estabelecidos para os diversos componentes (Anexo II);

V.7. Componente 7 – Pesquisa operacional

O objetivo desse componente é o desenvolvimento de pesquisas operacionais para o esclarecimento de aspectos de interesse das ações de prevenção e controle da dengue nos municípios fronteiriços.

Ação

  • Identificar necessidades e realizar pesquisas operacionais de apoio ao Plano Regional de Intensificação das Ações de Controle da Dengue no MERCOSUL.


V.8. Componente 8 – Saneamento ambiental

O objetivo desse componente é fomentar ações de saneamento ambiental para o efetivo controle do Aedes aegypti.

Ação

  • Realizar diagnóstico dos fatores ambientais de maior impacto na proliferação do Aedes aegypti nos municípios fronteiriços.

Anexo I

Indicadores de acompanhamento da situação epidemiológica

São apresentados indicadores epidemiológicos para acompanhamento da infestação predial, depósitos predominantes, incidência de casos, atividades laboratoriais e circulação de sorotipos virais.
Estes indicadores propiciarão o acompanhamento oportuno da situação entomo-epidemiológica pelos países.

  1. Proporção de municípios fronteiriços com notificação de casos de dengue clássica
  2. Proporção de municípios fronteiriços com notificação de casos de FHD
  3. Número de casos de dengue e FHD por municípios fronteiriços por semana epidemiológica
  4. Proporção de municípios fronteiriços com Índice de infestação predial acima de 1%
  5. Proporção de depósitos predominantes por município fronteiriço
  6. Taxa de incidência por município fronteiriço
  7. Taxa de letalidade por dengue por município

ANEXO II

Indicadores de acompanhamento de implantação do Plano Regional


1. Componente Vigilância Epidemiológica

  • Proporção de municípios fronteiriços com planilha de notificação de casos implantada;
  • Proporção de municípios fronteiriços com casos confirmados por sorologia;
  • Proporção de municípios fronteiriços com levantamento rápido de índice de infestação realizado.
  • Proporção de municípios fronteiriços com resultados do levantamento rápido de índice de infestação disponibilizado no sistema de Informação de Saúde do MERCOSUL

2. Componente Combate ao Vetor

  • Proporção de municípios fronteiriços com número de imóveis atualizado
  • Proporção de municípios fronteiriços com recursos humanos e materiais necessários (Anexo III).

3. Componente Assistência ao Paciente

  • Proporção de municípios fronteiriços com unidades de saúde e fluxo de pacientes definidos
  • Proporção de países com plano de contingência para região de fronteira elaborado.
  • Proporção de municípios fronteiriços com protocolo padronizado de assistência ao paciente implantado
  • Proporção de municípios fronteiriços com o cartão de acompanhamento do paciente com suspeita de dengue implantado;
  • Proporção de municípios fronteiriços com casos suspeitos de febre hemorrágica da dengue com hematócrito e contagem de plaquetas realizados

4. Componentes Ações integradas de educação em saúde, comunicação e mobilização social.

  • Proporção de municípios fronteiriços com Comitê de Mobilização implantado
  • Proporção de municípios fronteiriços com Dia de Mobilização realizado;

5. Componente Capacitação de recursos humanos

  • Proporção de municípios fronteiriços com recursos humanos capacitados nas atividades de prevenção e controle da dengue.

6. Acompanhamento e avaliação

  • Número de reuniões da COMISSÃO INTERGOVERNAMENTAL DE VIGILÂNCIA E CONTROLE DE INFESTAÇÃO POR Aedes aegypti E DA TRANSMISSÃO DO VÍRUS DA DENGUE PARA OS ESTADOS PARTES DO MERCOSUL, BOLÍVIA E CHILE realizadas.

7. Pesquisa operacional

  • Número de pesquisas operacionais desenvolvidas no Plano Regional de Intensificação das Ações de Controle da Dengue no MERCOSUL

8. Saneamento ambiental

Proporção de municípios fronteiriços com diagnóstico dos fatores ambientais de maior impacto na proliferação do Aedes aegypti realizado.

ANEXO III

Sugestão de parâmetros de infra-estrutura das atividades de combate ao vetor

  • Técnico de nível superior: 1 por município
  • Agentes de campo: 1 para cada 800 imóveis em municípios infestados por Aedes aegypti e com transmissão de dengue
  • Agentes de campo: 1 para cada 1500 imóveis em municípios infestados por Aedes aegypti e sem transmissão de dengue
  • Supervisor de campo: 1 para cada 10 agentes de campo
  • Laboratorista: 1 para cada 50 mil imóveis
  • Veículo de supervisão: 1 para cada supervisor
  • Nebulizador portátil: 1 para cada 6 mil imóveis de 20% dos existentes nos municípios
  • Nebulizador pesado: 1 para cada 15 mil imóveis de 30% dos existentes nos municípios


Anexo IV

Anexo V

 

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